ITAMBACURICOPOLIS

Família, Sociedade, Política, Comunicação, Tabu e Intolerância.

 

Toda estrutura social saudável começa do núcleo familiar, por isso é importante reavaliar com urgência nossa sociedade a partir deste princípio básico. 

É comum escutar a famosa frase “somos uma grande família aqui em Itambacuri”, e de fato somos, porem a afirmação surge não dos fundamentos que caracterizam uma família como: perdoar, solucionar, unir.  Mas sim do oposto, tornando inviável nosso modelo social. A prova de que temos que nos fortalecer como instituição familiar está na disputa para próxima formação do Legislativo e do Executivo. Vejam bem, no momento essa disputa é muito mais um conflito de gerações do que qualquer outra coisa. O fato mais agravante neste conflito esta na falta de comunicação dentro das famílias, basta um membro expressar o desejo de assumir uma posição política para os nossos “familiares” se trancarem valendo do famigerado tabu. O tabu, aqui, significa a proibição convencional imposta por tradição, que não pode ser violada sobre pena de reprovação social. Assim o tabu suspende o processo comunicativo e impõe o silêncio de cemitério. Ele é estabelecido, na maioria das vezes, pela preguiça mental ou pelo medo do conflito. Desta forma, é preferível não discutir sobre política, religião, futebol, problemas do passado, sexo ou idéias contrárias para manter um ambiente amistoso. O problema é que, impedindo a comunicação, o tabu acaba criando um relacionamento falso e superficial. 

O tabu, na maioria das vezes é usado estrategicamente, ou seja,  a geração acima (tias e tios), manipula uma atmosfera onde não se permiti o diálogo, onde qualquer indício de comunicação é sufocado, bem, ao invés de estimular a comunicação, aniquila-se o diálogo, chamam-se isso na minha família  de “evitar polêmica”, polêmica aqui, na verdade é a intolerância, aliás esta é outra inimiga da instituição familiar, sendo assim, inimiga da sociedade. A origem dessa incapacidade de aceitar o outro vem, muitas vezes, do medo ou da preguiça de sermos autênticos, somos intolerantes na medida em que nos deixamos dominar pela inveja, ao percebermos que outros são mais livres.

Falo de cadeira, afinal, além de ter expressado o meu desejo e preparo para contribuir na política, sou membro de duas famílias atuantes e o que se passou depois que me expressei publicamente é prova viva que enquanto não for estabelecida a comunicação na família, não iremos muito longe como sociedade. Esse processo também se repete dentro de outras famílias, afinal tem toda uma geração na nossa cidade sendo sufocada por falta de um diálogo saudável, sem limitações.

É preciso que tomemos responsabilidade quanto à longa lista de problemas sociais que temos adiante, precisamos assar diariamente e com abundancia o pão social. Em família, assim como em sociedade, devemos exercitar sem medo o dar e o receber, o permitir e o deixar acontecer. Precisamos aprender com essa disputa que os novos tempos pedem união de gerações e não conflito. Tabus deixam de existir quando descobrimos que qualquer tema pode ser objeto de um diálogo, pois a questão não é o tema, mas sim a forma de discuti-lo, a intolerância também pode ser superada quando perdemos o medo de nós mesmos. Desta forma tornamo-nos mais abertos e livres em nosso pensar e agir, porém quem vive assim, ou seja, quem não permite ser dominado por tabus e medos, precisam como eu, acostumar com as críticas daqueles que, infelizmente, ainda não descobriram o seu próprio valor.

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