ITAMBACURICOPOLIS

Ser ou não ser? Cidadão ou Situação?

A melhor parte de ter me colocado por um tempo, como provável candidato a prefeito, foi que eu passei a exercer o meu papel de cidadão na fileira da frente, assim fui alvo de todo ódio da situação e também dos que almejam a prefeitura catalisando as flechadas em aprendizado.

Descobri nesses incríveis meses que a maior parte dos grupos políticos e almejantes não via a cidade como eu, a enxergam na verdade como uma corte, o que não falta em Itambacuri é jóias de coroa enferrujadas, esses e essas que ainda acham que mandam alguma coisa e que a lei não diz respeito a nada. Que acham que ser parte de uma panela e alternar períodos no poder, é mais importante, mais interessante que fazer parte de uma sociedade saudável.

Destaco aqui duas dentre dezenas das perseguições que sofri como cidadão, Vice-Presidente do Conselho da Cidade em Itambacuri e membro dos Guardiões do Vale, a primeira foi a ginástica que a Secretária de Planejamento armou para me excluir da elaboração do Plano Diretor Participativo, isso mesmo, Participativo. Acho que era mais um capricho e um luxo da nossa secretária do que perseguição, e mais, uma quizila de família, afinal se sacudir os cabelos da secretária, ainda pode ser ver levantar o pó da áurea época da construção da prefeitura. Ela é incapaz, não sabe o  limite entre público e privado. Intimidade aparte, é alarmante que um membro do Executivo, gaste tempo e dinheiro em forjar um processo vital para nosso progresso ao elaborar de fato o processo participativo, simplesmente para não dar espaço de debate público, para mim como cidadão e em conseqüência, para toda sociedade. Estamos ai, sem projeto de crescimento, por causa de um capricho. E pensar que Pescador escapou dessa!

Outro episódio foi a condução das eleições para Conselheiro Tutelar 2006, essa orquestrada por Rosangela e Gisele, onde não aceitaram um documento oficial da embaixada do Brasil em Londres onde atestava o meu grau de escolaridade superior, preferiram mentir, dizendo que o Promotor de Justiça não havia aceitado o  documento, assim excluindo meu nome como candidato. A palhaçada era tamanha, que, por onde eu andava a pergunta era a seguinte: Será que eles não vão fazer nada para te atrapalhar? O próprio promotor me esclareceu que não havia em momento nenhum opinado no caso, que a decisão deveria ser tomada em reunião de Conselho de Direito da Criança e do Adolescente, que não reuniu uma só vez durante toda condução do processo seletivo, a não ser é claro reuniões informais no gabinete do prefeito conduzidas pela primeira dama. Só mais um detalhe, Gisele que se encontrava desempregada, logo foi colocada no quadro de funcionários da prefeitura. Estamos ai, crianças sendo violentadas e assassinadas, conselho em estado de inércia por causa de interesses mesquinhos.

Fato é que, cada vez que me atacavam e perseguiam como provável candidato, na verdade, atacavam e perseguiam um simples cidadão em dia com seus deveres, sempre freqüentei conselhos, reuniões, acima de tudo como cidadão individual e também como membro da organização social, que na verdade nada mais é que um grupo de cidadãos organizados, ou seja, quando me perseguiam, na verdade nos perseguiam, de um lado os cidadãos ajudando como podem, de outro os governo municipal (ou seria desgoverno?) através de seus “mandados” fazendo o possível e o improvável para atrapalhar o estabelecimento de um estado de direito, da descentralização do poder, ou seja, tentando o impossível, querendo, como se  tivessem o poder, assassinar a cidadania a qualquer custo.

Já imaginou? Se além de Prefeito, Vice,  Secretários, conselheiros e Defensoria Pública, eles fossem também cidadãos? Passariam a respeitar a constituição e com isso nos respeitar como concidadãos, garantindo uma vida em sociedade mais digna, mais justa, uma cidade mais próspera.

Imagine vocês que em Itambacuri, um cidadão comum tem medo de procurar a defensoria pública, é este estado que nos encontramos, não é de admirar que nosso IDH é o mis baixo dos Vales, mais baixo ainda do que os dos municípios que se encontram no Vale do Jequitinhonha.

Antes de terminar, uma pergunta para reflexão:

Se eles se atrevem a fazer o que fazem com um cidadão com noção básica de cidadania. Imaginem as barbaridades que sofrem os menos instruídos?

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