ITAMBACURICOPOLIS

Líder ou Morubixaba?

Humbertistas e Lianetes sem liderança, aspiração e solução! 

Há algum tempo em uma de minhas muitas conversas, Geraldo (Cheiroso)  apontou para minha deficiência política, eu, na opinião dele não poderia contar com nenhuma liderança local para me apoiar, perguntei a ele: “E se eu me tornar uma liderança?” Sanando assim essa deficiência que ele acabara de levantar. Ele me respondeu com aquele famoso sorriso desembaraçado que “Não”, teria muita coisa que eu ainda iria aprender na política local. Confesso que fiquei intrigado, não com a analise política de Geraldo, claro.

Queria descobrir então o que é definido como liderança numa terra à mingua de líderes. Não demorou muito e caiu em minhas mãos o periódico da Deputada Elbe Brandão, digo, o periódico de Baim Guedes. Estava lá a resposta, a cobertura das eleições para presidência do Sindicato dos Produtores Rurais de Itambacuri, (é impressão minha ou esse sindicato atua mais como um clube privado?) Cheiroso claro estava no meio dos vencedores e simpatizantes, nas notas de pé o fim da busca, a palavra lideranças locais. Seriam estes as lideranças da qual ele mencionou? Sim! Caciques locais definiria melhor as posições.

Entendam, na mente dos Humbertistas e Lianetes, controlar, monopolizar, fazer conchavos e cheirar a esterco, torna um em liderança, na falta de esterco, vale um bisturi, a combinação de bisturi com esterco melhor ainda. Basta assumir a diretoria de um hospital, ou do mencionado Clube, digo, Sindicato, ou mesmo da Cooperativa Privada dos Produtores de Leite e pronto, uma liderança acaba de ser criada.Assim, sem nenhuma liderança verdadeira, eles empurram a candidatura como se empurra um carro enguiçado, esquecendo de checar neste longo e cansativo entourage rumo ao poder, duas coisas fundamentais, primeiro a engrenagem, representando aqui o projeto político e segundo o nível de combustível, nesse caso representando a vontade política da cúpula.

Para piorar ainda mais a situação, o filho da doutora caiu em escutar seu anjo Jorge o “Arcanjo”, parou de empurrar, pulou na carroceria empunhado de sua bandeira, pesando ainda mais o processo. O leitor há de concordar que as promessas feitas á portas fechadas devem ser tentadoras. Qual outra forma de explicar tanta paixão e sofrimento dos pobres cabos eleitorais em defender uma virada de 360 graus? Ouvir dizer que Biro e Geraldo, por tempo de casa, já foram elevados de cabo a sargento eleitoral na tomada Humbertista pelo poder.  Nesse passo e compasso eles se gabam de ser os principais oposicionistas e acreditem, dizem ter as soluções dos nossos problemas.

E você? Vai cair nessa? Eu não! 

Nota 1: Geraldo, você tem total razão em dizer que eu jamais me tornaria uma dessas lideranças em quem vocês confiam tanto. Realmente, não tenho vocação pra morubixaba. 

Nota 2: Sempre me esquivei de usar o termo Humbertistas ou mesmo Lianetes para denominar esta caravana política de um carro só, sinto que o termo tem um gosto de adesivo amarelado e craquelado pelo sol, esquecido em algum vitrô da memória municipal.

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