ITAMBACURICOPOLIS

Esperando pelo Ônibus

Venho recebendo reclamações dos universitários que ainda esperam pelo ônibus prometido pela atual administração. A falta do ônibus é apenas a ponta de um imenso iceberg e este iceberg terá de ser triturado com as nossas próprias mãos. 

É compreensível a urgência de um meio de transporte para os universitários, porem é necessário, especialmente na área educacional, discernir o que é prioridade e o que é urgente. 

Esperamos que não só os universitários mas também os estudantes do segundo grau que em breve se tornaram também universitários, tomem consciência de que a ajuda não virá somente por cobranças e passeatas, essas são apenas parte da mobilização, as cobranças e passeatas na maioria das vezes são as fitas que selam o pacote completo, a etiqueta devidamente endereçada, a entrega. 

Para mudar o quadro atual e garantir a cidadania, serão necessárias ações concretas originarias de uma reflexão: Qual cidade queremos? As denúncias dos jovens estudantes, universitários e professores são muitas, contudo as falas documentam a esperança de transformar a realidade e construir opções de futuro. É forçoso que criemos meios para escutar os jovens, criar políticas publicas para incrementar a capacidade de escuta e promover a cidadania. Não falo aqui somente de políticas com resultado a longo termo, precisamos e devemos respeitar a natureza jovem, mesmo debatida a categoria do “presentismo” que Alberto Melluci sustenta tem a ver com isso, os jovens antecipam os tempos, se sentem ‘seres de pertença’. 

Se estabelecer-mos políticas públicas com a marca do visível, do próximo, do possível, alterará as noções de militância juvenil vigorando as práticas de inserção a partir de um futuro prometido e afiançará que todo sacrifício vale a pena.  Jovens querem o mundo possível, próximo e viável. Devemos catalisar a força jovem, o “presentismo”, em combustível para a mudança do nosso fato social. 

As desonras sofridas pelos nossos jovens, estudantes, universitários e também pelos nossos professores fazem parte de um sistema político censurável, uma verdadeira fabrica de escravos, já que sem mão de obra especializada, eles poderão continuar pagando a ninharia que  pagam aos trabalhadores pelas fazendas, hospitais, lares, escolas e comercio. Sem uma sociedade educada eles garantem a cultura da falta de saber, terreno fértil para desrespeitar a constituição e estabelecer o caos social, nada de preto no branco, é do cinza que eles mais gostam. 

Somente os jovens no espírito, com os pinceis da mutação tem a capacidade colorir novamente a nossa cidade, depois de retocada, podem ter certeza, seja qual for o caminho que escolherem, lá estará o ônibus lhe esperando.

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