ITAMBACURICOPOLIS

Mudar Itambacuri – A Saga – Cap.1

Era meado de Dezembro 2004, fim de uma reunião no Banco de Investimentos Intensa na City em Londres. Geralmente é feito as devidas apresentações no inicio de reuniões como esta onde apresentamos nossos currículos e lugares de origem, sempre que falo que venho de Itambacuri, gera entre os participantes curiosidade e um clima de descontração, imaginam vocês como soa a palavra Itambacuri, em Londres, depois de apresentações como, venho de Paris, Genova, Brasília, Luxemburgo e Bruxelas.

Lembro-me bem quando fui abordado por um assessor da casa legislativa federal brasileira que lá estava. Ele parecia bastante curioso sobre minhas origens e quis saber mais sobre esta cidade de nome curioso.Expliquei na época que Itambacuri era uma cidade rica em cultura, onde a educação foi referência na região, onde tem um controle de uma minoria que se acham ricos, uma cidade pitoresca de Minas com potencial porem politicamente negligenciada e que merecia mais atenção.Ele logo se dispôs a ajudar, me disse que tinha no Legislativo o programa interlegis que poderia informatizar a câmara municipal com computadores e internet via satélite, que alem disso, dispunha também de toda capacitação aos vereadores e assessores com limite de 21 vagas em cursos especializastes e que poderia incluir Itambacuri nas primeiras 30 cidades mineiras para receber a informatização.Logo liguei para Itambacuri para saber qual era o nome no Legislativo Municipal mais indicado para implementar o programa, fui informado na época que  o nome mais indicado era Charbel Salman e prontamente passei para Charbel o telefone e endereço no inicio de 2005 para fazer a finalização oficial.Imaginam vocês a vergonha e choque que tive quando recebi um telefonema  da casa legislativa federal onde o assessor me pedia para tomar cuidado com quem eu me envolvia politicamente, ele continuou: “Rubens, o seu contato em Itambacuri, o vereador Charbel, me telefonou a cobrar de um orelhão, com conversas alheias as negociações do Programa Interlegis, ele ligou para oferecer trabalho de campanha, inclusive colocando preço no numero de votos que poderia conseguir para o Deputado. Fique tranqüilo, descartei a proposta dele de deixar você for a das negociações sobre o Interlegis e disse que na região era você o nosso contato.” Pedi desculpas, expliquei que o nome havia sido indicado e que seria mais cauteloso nas próximas apresentações, ele continuou:

“Não se preocupe, o programa continua disponível, Itambacuri já foi  aprovada na comissão de orçamento e só precisamos agora de um contato oficial mais ético para finalizar o processo.”

Terminei falando que iria tentar contatar o Prefeito e que retornaria com novidades. 

Acompanhem a minha saga nos meandros políticos mais baixos que já encontrei, começou com esse episodio acima o meu envolvimento político em Itambacuri. Entre tropeços e aprendizagem acompanhem a minha jornada do centro financeiro europeu à realidade tacanha dos Jecas Tatus intitulados de doutores, vereadores, prefeitos e damas.

Vejam na próxima edição da Saga: O comportamento do Executivo quanto à possibilidade da câmara municipal receber Internet Via Satélite. Imperdível.

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